Há um silêncio que acende o peito
Um eco antigo a me chamar
Não sei se é tempo, acaso ou sorte
Mas é bonito se entregar
É mais que sonho ou lembrança
É o que a razão não quis tocar
É o sagrado na distância
É o humano a se revelar
Não há ciência, nem poesia
Que consiga traduzir
O que nasce em calmaria
E me faz existir
É amor, sem explicação
Um gesto, um sopro, uma oração
É o divino feito humano
É o eterno em minhas mãos
É o sentir que não tem fim
É o silêncio dentro de mim
É o amor que não se explica
Mas está em mim
Vejo no ar o que não vejo
Um brilho antigo, um respirar
É como um mar que não tem medo
Mas sabe quando repousar
É o mistério em forma de vida
A verdade que não se diz
É o instante em que a ferida
Vira o dom de estar feliz
Não há ciência, nem poesia
Que consiga traduzir
O que nasce em calmaria
E me faz existir
É amor, sem explicação
Um gesto, um sopro, uma oração
É o divino feito humano
É o eterno em minhas mãos
É o sentir que não tem fim
É o silêncio dentro de mim
É o amor que não se explica
Mas está em mim
Entre o céu e o chão há um rastro de luz
Entre o toque e o perdão, o amor me conduz
Não precisa ter nome, nem razão
Só presença e coração
É amor sem explicação