Eis o cântico que vem do santuário, glória
Não é lenda, é memória viva, eco do Monte Sinai
A lei ressoou, o povo reverente, fogo e nuvem sobre a rocha firme
Libertos do Egito, mas com alma presa, murmuração no deserto era sua prece
Quem nos dará carne para comer?
Esquecendo o mar que se abriu para vencer
Moisés intercede, o senhor provê: Codornizes, maná, água da rocha, fé
É o senhor quem guia (quem guia)
Coluna de fogo, nuvem do dia
É Jeová que cura a água amarga da vida
Do sinai ao cordeiro, o amor não tem fim
Salomão na métrica, sabedoria em poesia
Vaidade das vaidades, ecos de melancolia
Tudo é vapor, correr após o vento
Até lembrar do criador, no vigor do momento
Tempo de guerra, tempo de paz, tempo de rasgar, tempo de costurar
Debaixo do céu, um ciclo a girar, até o fio de prata se cortar
Tudo já foi dito: Teme a Deus, guarda o preceito
E o clamor dos salmos? Davi na cadência da angústia e da fé
Das profundezas a clamar, do abismo a levantar
Como a corça suspira por águas o verso a ressoar
Como árvore plantada junto a águas correntes
Inimigos à esquerda, mas o escudo à direita é o senhor a proteger
É o senhor quem guia (quem guia)
Coluna de fogo, nuvem do dia
É Jeová que cura a água amarga da vida
Do sinai ao cordeiro, o amor não tem fim
E surge o profeta, Isaías no púlpito de chamas
Ai dos que ao mal chamam bem, permanecem as palavras
O servo sofredor, ferido por nossas transgressões, nossa paz
O renovo brotando da raiz, de jessé a haste, a esperança que não cessa
Um rei sobre um jumento, carregando o jugo, sofrendo o golpe
Para rasgar o véu, abrir caminho novo, do sepulcro escuro o socorro
É o senhor quem guia, da cruz à cidade que desce
É Jeová-jiré, proveu o cordeiro que a morte vence
Do gênesis ao apocalipse, ele é o alfa e o ômega, princípio e fim
E ouvi uma voz, como de muitas águas
E já não haverá pranto, nem dor
Eis que faço novas todas as coisas
Amém