Babel! Babel, não chegarás a ver
Galgar o céu teu último tijolo!
O teu orgulho desmedido e tolo
Há de ruir antes do anoitecer!
Babel! Babel! Vaidade a remoer
Na argila desses blocos o teu bolo
Tu logo provarás o desconsolo
Desfeito em pó teu sonho de crescer
Arranha-céus e túneis e barragens
Porta-aviões, foguetes – são imagens
Da insanidade dos delírios teus!
Pensaste no alumínio e no carbono
Fizeste do ouro teu patrão e dono
Mas no teu sonho não estava Deus