Você chegou de mansinho no ar
Com uma faísca, desejo no olhar
Na ponta dos seus dedos, meu corpo era chama
Bastou um toque, eu quis incendiar
Labaredas correndo, arrepio na pele
A brasa crescendo, querendo quem mais?
Teu sopro acende, o calor me desenha
Meu desejo se espalha no ar, me desfaz
Entre chamas e beijos, eu perco a razão
Na força da tua boca, perdi direção
Cada entrega é um risco, é um pedido
Me queima, me consome que eu quero perigo
Sou brasa acesa na tua mão
Chama que não se apaga no colchão
Teu corpo vicia, me envolve, me prende
Na névoa do desejo a gente se entende
O êxtase passando, os corpos colados
Teu cheiro impregnado, não sai mais daqui
No fim da noite, restou só um rastro
Mas antes do último suspiro, deixa eu me consumir
Teu gosto na boca, desejo e paixão
Eu sou dependente da tua combustão
No peito um incêndio, desejo bandido
Se eu virar essência, que seja contigo
Sou brasa acesa na tua mão
Chama que não se apaga no colchão
Teu corpo vicia, me envolve, me prende
Na névoa do desejo a gente se entende
E quando a brasa apaga devagar
Reacende de novo, me faz delirar
Nessa dança difícil, prazer e calor
Eu quero teu fogo queimando de amor
Sou brasa acesa na tua mão
Chama que não se apaga no colchão
Teu corpo vicia, me envolve, me prende
Na névoa do desejo a gente se entende