Energia amaldiçoada?
Não, eu não tenho nada disso
Essa bênção eu deixo pra vocês, feiticeiros
Eu sou o oposto, um zero que vale mais que o infinito
Meu nome?
Toji, apenas Toji
Na jaula dos zenin, eu era o erro, a vergonha, a falha
Um macaco sem magia, destinado a ser navalha
Amaldiçoado com nada, num mundo de poder e casta
Então libertei meus instintos, numa aposta que não se gasta
Meus cinco sentidos são tudo, cada som, cada vibração
O cheiro da sua arrogância, o pulso da sua maldição
Eu sou um fantasma que anda, invisível ao seu dom
Enquanto você lê energia, eu já ouvi o seu som
Meu espírito amaldiçoado carrega o arsenal
Pra cada Deus existe um demônio, pra cada feitiço, um metal
A lança invertida do céu anula o seu poder
Não me fale de destino, me fale de quanto vou receber
Eu sou a restrição celestial, a aposta que o céu pagou
Troquei as correntes do clã pela força que me restou
Eu sou o caçador de feiticeiros, o homem que nasceu pra quebrar
Qualquer um que se ache um Deus, eu posso desmembrar!
Sem um pingo de magia, mais letal que qualquer um
Meu nome é toji fushiguro, o pecador, o incomum!
Os seis olhos e o infinito, o garoto prodígio, o honrado
Ele nunca sentiu o perigo, um alvo fácil, um mimado
Planejei cada detalhe, drenei sua estamina e sua luz
Até que o Deus em seu pedestal virou um alvo na minha cruz
Com a lança do céu na mão, eu atravessei o infinito
E mostrei que a divindade sangra, com um único grito
O futuro do mundo jujutsu, derrotado no chão
Uma lição ensinada a sangue: Não há Deus sem maldição
Minha corrente de mil milhas dança, um chicote a estalar
Não me fale sobre honra, me fale do valor a pagar
Eu sou a restrição celestial, a aposta que o céu pagou
Troquei as correntes do clã pela força que me restou
Eu sou o caçador de feiticeiros, o homem que nasceu pra quebrar
Qualquer um que se ache um Deus, eu posso desmembrar!
Sem um pingo de magia, mais letal que qualquer um
Meu nome é toji fushiguro, o pecador, o incomum!
Meu corpo se move sozinho, a marionete reviveu
No caos de shibuya, um instinto que não é meu
Matar, matar e matar, a carne sabe o que fazer
Até que na minha frente, um rosto me faz esquecer
Ele tem os meus olhos, a mesma teimosia no ar
Qual o seu nome? Pergunto, antes de me apunhalar
Fushiguro, não Zenin, hein?
Que bom pra você
Pela primeira vez, eu me senti orgulhoso
Livre, enfim