O vento uiva lá fora, uma canção de morte
Nas sombras da janela, vejo a sorte
De um vulto que caminha, sem fazer ruído
Um arrepio na espinha, meu coração partido
Sussurros da meia-noite, ecos do além
Fantasmas do passado, que ninguém detém
Na escuridão da noite, suas vozes a chamar
Tentando me levar, para nunca mais voltar
Passos arrastados no corredor vazio
Um lamento distante, um frio sombrio
Os olhos me observam de trás do véu
Promessas quebradas, um adeus cruel
Sussurros da meia-noite, ecos do além
Fantasmas do passado, que ninguém detém
Na escuridão da noite, suas vozes a chamar
Tentando me levar, para nunca mais voltar
As luzes piscam, a energia se esvai
Um grito distante, enquanto a alma cai
Presença invisível, tocando minha mão
Me arrastando para a escuridão da solidão
Sussurros da meia-noite, ecos do além
Fantasmas do passado, que ninguém detém
Na escuridão da noite, suas vozes a chamar
Tentando me levar, para nunca mais voltar
Não há escapatória, o fim está perto
Os sussurros me envolvem, no meu próprio deserto
Até que o dia amanheça, e o medo se dissipe
Serei mais um fantasma, nesta noite que não se omite