Há luzes que descem sem avisar
Cruzando noites sem explicação
Não deixam rastro pra decifrar
Nem revelam róta ou propulsão
Relatos surgem em todo lugar
De eras sem comunicação
Povos distantes a registrar
O mesmo tipo de aparição
Radares tentam acompanhar
Trajetos fora da previsão
Param no espaço, voltam a acelerar
Quebrando cálculo e equação
Os ovnis não vieram pra guerrear ou dominar
Nem pedem crença ou submissão
Apenas passaram a nos examinar
Como quem estuda uma civilização
Pilotos juram ao relatar
Manóbras além da aviação
Algo parece observar
Sem responder provocação
Arquivos selados vão revelar
Décadas longas de omissão
Dados difíceis de ignorar
Repletos de provas e conclusão
A ciência evita se pronunciar
Com medo do êrro e da pressão
Prefere esperar e não investigar
E deixa os dados em suspensão
Os ovnis não vieram pra guerrear ou dominar
Nem pedem crença ou submissão
Apenas passaram a nos examinar
Como quem estuda uma civilização
Não há mensagem pra decifrar
Nem líder pedindo adoração
Só presença breve a circular
Mantendo distância e discrição
Talvez a Terra seja só um lugar
Num mapa amplo de observação
Um ponto qualquer a catalogar
Entre milhares na imensidão
Quando o contato enfim se mostrar
Sem mito, disfarce ou negação
Vai nos obrigar a repensar
Nosso lugar exato na criação
Os ovnis não vieram pra guerrear ou dominar
Nem pedem crença ou submissão
Apenas passaram a nos examinar
Como quem estuda uma civilização
Os ovnis não vieram pra guerrear ou dominar
Nem pedem crença ou submissão
Apenas passaram a nos examinar
Como quem estuda uma civilização