Olhos de vidro vejo no espelho, mente
Você me adora, mas quer me punir
Reza pra mim, mas pensa em pecado
Sou o veneno que te faz delirar
Ajoelha, mas não peça perdão
Carrega a culpa como proteção
Pura santa, não se espante
Aperto tua garganta
Senta em silêncio, me escondo no relento
Sou seu maior tormento
Vestida de luz, te levo pro breu
Toda santidade também há de ser no céu
Tua fé tremendo perante o fim
Sou a cruz, castigo, começo e fim
Me beija devoto, mas teme cair
Sou o pecado que te faz sorrir
Tu me quer cura, mas me quer no ar
Meus beijos queimam na luz da Lua
Ajoelha, mas não peça perdão
Carrega a culpa como proteção
Pura santa, não se espante
Aperto tua garganta
Senta em silêncio, me escondo no relento
Sou seu maior tormento
Pura santa, não se espante
Aperto tua garganta
Senta em silêncio, me escondo no relento
Sou seu maior tormento