Por que, ó minha alma?
Por que te perturbas em mim?
As águas quebram sobre o peito meu
A correnteza leva o pouco que me deu
O dia pede forças que já não estão
E a noite veste o corpo de solidão
Mas no silêncio ecoa em mim
Uma voz antiga a repetir
Por que estás abatida, ó minha alma?
Por que te perturbas dentro de mim?
Espera em Deus, ainda O louvarei
Salvação da minha face, Rei
O pranto se fez pão ao anoitecer
E a saudade canta o que não posso ter
Mas mesmo em ruínas clamo ao Senhor
Pois a esperança é chama do Seu amor
E se o abismo chama o abismo em mim
Tua cascata cobre o que chegou ao fim
No escuro insisto em declarar
Minha canção ainda vai soar
Por que estás abatida, ó minha alma?
Por que te perturbas dentro de mim?
Espera em Deus, ainda O louvarei
Salvação da minha face, Rei
Ainda, o louvarei