No deserto da alma, onde o sopro se esvai
Onde a carne fraqueja e o orgulho se atrai
Tua mão se estende no vácuo do medo
Revelando a vida, o teu grande segredo
Se o corpo padece na dor do açoite
Tu és a manhã que dissolve a noite
Se a fome me alcança, tu és o sustento
O pão que descende do firmamento
Se a sede me queima em terras de pó
Tu és a água viva e eu não sigo só
Se o réu se ajoelha sob a condenação
Tu és a justiça, a libertação
És o grito que cala o silêncio do abismo
O centro de tudo, além do egoísmo
Inabalável, eterno, o trono de glória
Que muda o destino e reescreve a história
Do fraco faz forte, do morto faz vida
Em ti, toda falta se encontra suprida
Pois não há barreira, decreto ou revés
Que vença o poder que deita aos teus pés
Se a fome me alcança, tu és o sustento
O pão que descende do firmamento
Se a sede me queima em terras de pó
Tu és a água viva e eu não sigo só
Se o réu se ajoelha sob a condenação
Tu és a justiça, a libertação
És o grito que cala o silêncio do abismo
O centro de tudo, além do egoísmo
Inabalável, eterno, o trono de glória
Que muda o destino e reescreve a história
Do fraco faz forte, do morto faz vida
Em ti, toda falta se encontra suprida
Pois não há barreira, decreto ou revés
Que vença o poder que deita aos teus pés