A geração que a gente vive tem problemas demais
Quase metade das pessoas tem problemas com os pais
Na sua apresentação tão decidindo quem vai
Entre seus cortes na sua pele tem coisas que dói mais
Tipo aquela fala de manhã que é de novo e de novo
Esse menino é problemático, que cara preguiçoso
Usado de comparação sempre com o filho dos zoto
Tudo isso é só por ego? Porra mano, que louco!
Cara eu preciso de um pouco de ar
Tô reforçando por isso eu preciso
Na mágoa de coração solitário
Encontrei na face um falso sorriso
Sigo no alto sem medo do chão
Carrego rima na minha munição
Se o mundo testar minha sanidade
Vou seguir fingindo que tá tudo bom
Eu não sei dizer onde que a magoa começou
Antes era uma criança
Não tinha relevância
São só memórias que já passou
Eu não sei dizer onde que a magoa começou
Criei uma falsa esperança
Minha realidade cobra
Vai e volta dia que aglomerou
Dentro dum quarto amarelo comendo farelo de afa queimada
Mente confusa não entendo mais nada
Como que pode existência tão rasa
Indecisão no meu peito me arrasta
Se cê não aguenta por que não se mata?
Dói na minha face da dura vivência
Ter consciência de tudo maltrata
Quarto fechado de 1 metro quadrado
Cada detalhe ficou na cabeça
Tento falar mas saiu abafado
Minha voz não aguenta de tanta tristeza
Ter que sofrer pra entender com clareza
Sentimento que bombeiam na veia
Tipo de coisa que acontece sempre
Não adianta fazer cara feia
Freia no bom ou talvez alguém mal
Perspectiva daquele que vê
Talvez eu seja o filho malcriado
Talvez um cara querendo viver
Pouco se crê
Pouco se vai
Pesa pra mim ter contato com pai
Como se o peso tivesse nos olhos
Do progenitor da família que cai