Enquanto reverente eu lhe adorava
Um servo tão devoto ao seu dispor
Você em outro templo se prostrava
Sendo de outro ser um adorador
Enquanto em suas águas me banhava
Sentindo na minha pele o seu frescor
Você, sorrateiro, se refrescava
Em outras águas sem nenhum pudor
Enquanto em suas chamas eu ardia
Seu corpo se queimava de alegria
Nas chamas de outro fogo abrasador
Enquanto, ofegante, eu lhe respirava
Você, resfolegante, transpirava
Respirando vorazmente outro amor