Pelas veias do amante, livremente
Corre o amor com debochado riso
Fazendo-o renegar o juízo
Viver a cada passo um de repente
Ser infrator, não raro incoerente
Totalmente imune a sinais de aviso
Seguro do que quer, mas indeciso
Sobre todo não querer que ele sente
Amor louco, porém sincero e probo
Fascinante, mesmo que às vezes bobo
Provoca o caos, tremenda tempestade
De quem ama faz, pois, um suicida
Que dele mesmo, o amor, morre em vida
Para em vida encontrar a eternidade