A pergunta que não quer calar
Por que não revidar?
Por que o Mestre a outra face virou?
E o direito de defesa?
Nem ao menos contestou
O mundo vê fraqueza, o sábio vê poder
Há um mistério no Reino que precisamos entender
No tribunal onde tudo se vê
O Juiz aguarda o meu proceder
Se eu fecho o punho, se me rendo ao ódio
A carne criará contendas, e o céu negará o pódio
É uma lei espiritual, um decreto do céu!
Pois se eu me levanto, o Senhor se assenta
Ele respeita a escolha, mas a alma lamenta
Eu não quero a justiça das minhas próprias mãos
Eu quero o rugido do Leão
Quem me ataca diretamente, já tocou na ira do Senhor
Eu não movo uma só palha, não sou o vingador
Eu saio de cena, pro Justo Juiz entrar
Oferecer a outra face é deixar Deus operar
Eu recuo o meu passo, pra Sua mão estender
Pois se eu tento resolver, só tenho a perder
O silêncio é a arma que o tolo não lê
Parece fraqueza pra quem não crê
Mas quem sai de cena pro Santo passar
Vê a própria Justiça de Deus operar
Não vou ser o réu por tentar ser juiz
Creio na Palavra, não deixo a mágoa virar cicatriz
Pois a vingança do homem é falha, é impura
Mas a Tua sentença é perfeita e é segura
Então, o que me resta? A insensatez de julgar?
Não! O mais sensato é a misericórdia clamar
Senhor, tende piedade de quem contra mim se levantou, não deixe ser consumido pelo erro que plantou
Pois cair nas Tuas mãos sem a Tua compaixão
É um destino terrível para qualquer coração
Quem me ataca diretamente, já tocou na ira do Senhor
Eu não movo uma só palha, não sou o vingador
Eu saio de cena, pro Justo Juiz entrar
Oferecer a outra face é deixar Deus operar