Eu parei de dar moral pra vagabundo de internet
Tô cansado demais, trabalhando na tape
Matei vários abutres que queriam minha carcaça
Lutei contra rivais que nem mesmo imaginava
Virado a noite de ontem, me rendeu boas lembranças
Marcando sua blusa com o perfume e o cheiro da planta
Poesia sobre o ódio é a mesma neurose de sempre
Peito grita me segura, é melhor sair da minha frente
Acordo mais cedo que antes, veja na minha cara
O prensado da noite, virou lanche na mão dos meus cria
É nostalgia pelas áreas do bairro, Belo Horizonte
O Cristo tá bem longe não cometa falhas
Siga adiante, em caso de perca é só fazer fumaça
Eu não sou o tipo de homem que se arrepende ao final da vida porra
Por não ter feito o que preenche o coração
Tu é cortado todo dia com medo de arriscar
Mas, medo de arriscar é a sentença da frustração
Na internet eles comenta na vida nunca serão
Não nasci protagonista eu sou o meu próprio patrão
Se você não me entende é porque o sistema foi mais forte que tu
Mais forte que teu sonho
Que hoje é só um dejavu
Playboy na favela e favelado pros playboy
Eu tô entre a rosa e a espada
Mente de empresário, vestido como tralha
Essência de rua nunca vão tocar minha lábia
E pros que falam que são rei eu não vou nem dobrar o joelho
Não peço perdão a Deus eu vou me perdoar primeiro
Com a consciência livre de que eu não parei por medo
E quem botou fé de verdade da até pra contar nos dedos
Olhei pro teu condóminio e chorei
Garota eu queria essa vida
As ruas do meu bairro não são parecidas
Carros na garagem, gramado e piscina
Se alguém chegar ninguém vai me ligar da portaria
Pela manhã o cheiro que eu sinto não é de maresia
Deus só te peço que me guie nessa correria
Porque eu prometo realizar esse sonho algum dia