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    Nasci na maré quebrada, vento contra, sal na pele
    Chão rachado, céu pesado, mas o sonho não repele
    Carreguei meu próprio nome como lâmina no escuro
    Cada queda foi um rito, cada dor virou futuro

    Olho vivo, coração em combustão
    Entre ruínas fiz refrão
    Ninguém viu, ninguém ouviu
    Mas eu dancei com o vazio

    E quando o mundo me negou calor
    Eu fiz do frio o meu motor
    No silêncio eu virei voz
    E o improvável virou nós

    Fulgor, eu acendo sem pedir perdão
    Brilho torto, chama na contramão
    Se é pra amar, que seja até o fim da dor
    Eu sou feito de ausência e de fulgor

    Fulgor, pele quente, alma em expansão
    Te desejo em outra dimensão
    Entre o caos e o que restou de amor
    Eu me refaço em puro fulgor

    Corpos passam, poucos ficam, quase tudo é superfície
    Já provei do abandono com gosto de cicatriz
    Mas no toque certo eu vi eternidade em segundos
    Como em te desea, mergulhei sem ver o fundo

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    E os covardes sempre vão falar
    Mas não sabem sustentar
    O que é fogo de verdade
    Queima ego, cria identidade

    Fui rejeito, fui silêncio, fui ninguém
    Hoje eu sou meu próprio além
    Se tentaram me apagar
    Eu aprendi a incendiar

    Fulgor, eu acendo sem pedir perdão
    Brilho torto, chama na contramão
    Se é pra amar, que seja até o fim da dor
    Eu sou feito de ausência e de fulgor

    Fulgor, pele quente, alma em expansão
    Te desejo em outra dimensão
    Entre o caos e o que restou de amor
    Eu me refaço em puro fulgor

    Toque lento, beijo em brasa
    Teu olhar me atravessa e me casa
    Com quem eu lutei pra ser
    Com quem eu ainda vou viver

    Não tem volta, não tem medo
    Meu passado não é segredo
    É combustível pro agora
    Eu sou chama que devora

    De onde eu vim ninguém volta igual
    Mas eu voltei transcendental
    Com cicatriz virando arte
    E o universo na minha parte

    Fulgor, agora vê, não dá pra conter
    O que eu virei depois de sofrer
    Se me quiser, vem inteiro, sem pudor
    Que eu te consumo em puro fulgor

    Fulgor, eu sou luz no meio da pressão
    Sexo, alma e revelação
    Se a vida tentou me impor o fim
    Eu fiz do fim o começo em mim

    Brilho baixo, noite acesa
    Meu nome ecoa na incerteza
    Quem duvidou ficou pra trás
    Eu sou o fogo que não se desfaz

    Fulgor

    Información de la canción

    Composición: Leandro Valle

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