No Brasil Colonial
Era preciso abrir caminho
Com poucas trilhas e picadas
O Continente sem destino
Foi Cristóvão Pereira
Homem de força e Visão
Abriu de forma certeira
O Caminho de Viamão
O caminho se alongou
Essa estrada nunca acaba
O tropeiro cavalgou
Até chegar em Sorocaba
O lombo da mula cansada
A riqueza pra carregar
O couro, a erva, o charque
Faziam o sul prosperar
O Brasil, transportador
Força que move o chão
Profissão de muito valor
Tropas, carretas, caminhão
E assim começou o relato
O tropeiro mostrou seu valor
Por anos sustentou o estado
Foi o primeiro transportador
Vieram carretas pesadas
Boi da ponta puxando o destino
No passo lento da tropa
O carreteiro, um teatino
E em linhas paralelas
Andou um monstro de ferro
Encurtou toda distância
Com fumaça, barulho e berro
Veio então o caminhão
O motorista sozinho
Fazia o progresso chegar
Abrindo todo caminho
O Brasil, transportador
Força que move o chão
Profissão de valor
Tropas, carretas, caminhão
O motorista trabalha
Dia e noite sem cessar
A carga tem sua hora
O Brasil não pode parar
A coragem e o trabalho
Viajar é sua profissão
Entregar toda a carga
Chegar até o último rincão