Cifra Club

O Grande Conflito

Ministério Salva-me

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Nas esferas de uma luz que não conhece ocaso
Onde o coro das estrelas era um hino sem compasso
Surgiu a primeira sombra, um sussurro de altivez
O mais belo dos ungidos questionou sua própria vez
Lúcifer, o portador da alvorada e do clarão
Trocou o serviço do alto pela própria adoração
Semeou a dúvida ímpia sobre a Lei e o Criador
E o céu, em sua pureza, conheceu o dissabor

Houve guerra nas alturas, o silêncio se partiu
E a serpente, em sua queda, sobre a Terra se abateu, viu?
O jardim de paz e vida transformou-se em campo e lida
Pois o homem, seduzido, deu à morte a vinda

Desde as ruínas de Sião ao rugido dos leões
A história é o pergaminho de terríveis provações
Onde o sangue dos mártires, como semente no chão
Guardou a chama da Bíblia contra toda a escuridão
Caminhou a humanidade sob o jugo da tradição
Enquanto homens de coragem erguiam a voz em oração
Lutero, Huss e tantos outros, como faróis na tempestade
Rasgaram o véu dos dogmas para expor a Verdade

E o tempo, esse mestre, correu para o final
Apontando para o trono, para o Juízo Celestial
Lá, o Cordeiro advoga, pesa a alma, vê o rastro
Enquanto a Terra se prepara para o último desastro

Um decreto se levanta, a consciência é o alvo
Mas um povo, em silêncio, guarda o selo de quem é salvo
O Sábado, repouso antigo, torna-se o sinal da guerra
Entre o mando das cidades e o Senhor de toda a Terra
O céu se fecha em bronze, vem o tempo da agonia
Mas o justo, em sua gruta, espera a luz do novo dia

Pois quando o mundo se cala sob o peso do seu erro
Um trovão rasga o infinito, pondo fim ao desterro
Eis que as nuvens se enovelam como um pergaminho em chama
E o Rei dos Reis desponta, pois Seu povo O chama
Não vem mais como cordeiro para o golpe do algoz
Vem com o brilho de mil sóis e o trovão em Sua voz

O chão treme e se abre, túmulos cedem à vitória
Justos de todas as eras despertam para a glória
E num piscar de olhos, a carne frágil se transforma
O mortal veste o eterno, seguindo a nova norma

O mal, que por milênios foi um câncer na existência
Encontra o fogo purificador e a divina sentença
Satanás e sua horda, a raiz e o galho ímpio
Dissolvem-se no esquecimento, findando o desequilíbrio
Não há mais dor, nem luto, nem a mancha do pecado
O Grande Conflito findou, o universo está curado
E na paz de um novo mundo, onde o amor é o ar que se respira
Cristo reina para sempre, e a morte, enfim, expira

O horizonte se rasga não como o fim
Mas como um parto de glória
Quando uma pequena nuvem negra
Do tamanho da mão de um homem
Aproxima-se transmutada
Em um clarão insuportável de pureza
No centro desse redemoinho de luz
O Rei dos Reis emerge montado sobre a tempestade
Cercado por legiões de anjos
Cujas asas emitem o som de muitas águas
E cujas vozes fazem a fundação da Terra estremecer

Não há mais silêncio ou sombras
O brilho de Sua presença consome a ilusão do mal
Enquanto Seu olhar de fogo e graça
Encontra os olhos daqueles que O esperaram
No cansaço da noite
É o momento em que o tempo para
A gravidade perde o poder sobre os santos
E o brado de vitória do Libertador
Ecoa pelo cosmos

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