[Intro] A E A E A
Na volta do corredor
E
Tem um ranchinho barreado
Quinchado que é um primor
A
Com Santa Fé do banhado
D
Nele mora um beija-flor
E
Do biquinho colorado
Que eu chamo de meu amor
A
Quando cruzo apaixonado
E
Sou um peão do posto do meio
D A
Este é o meu ramo de vida
E
De cima dos meus arreios
D A
Não tem topada perdida
E
Levanto o pingo no freio
D
E a volta mais encardida
E
Por ter clarim meu clareio
A
Fazendo encordoar a lida
( A E A )
Vivo nos galpões de estância
E
Destapando madrugadas
Escutando a consonância
A
Dos rumores da alvorada
D
Que traz com o Sol a elegância
E
Do mensual de espora atada
Conhecedor da importância
A
Da cincha bem apertada
E
O laço que ato nos tentos
D A
De trança, parelha e forte
E
A favor ou contra o vento
D A
Tem sempre destino e norte
E
E pra não dar casamento
D
Só muita falta de sorte
E
Pois na ilhapa tem sustento
A
Pra bicho de qualquer porte
( A E A )
Tenho um cavalo tordilho
E
Cruza de Pershe e mestiço
Que eu confio quando encilho
A
Pra um passeio ou pra um serviço
D
No apertar do gatilho
E
Sai junto do que eu cobiço
Me trazendo no lombilho
A
Sempre atento ao compromisso
E
E o meu chapéu que requinto
D A
Tapeado à moda fronteira
E
Se abaguala no recinto
D A
Dum serviço de mangueira
E
Este é o quadro que pinto
D
Com mescla de pelo e poeira
E
Remoldurado no instinto
A
Da nossa essência campeira
Mas quando a Lua desponta
E
No céu deste meu rincão
Uma saudade reponta
A
As penas do coração
F#m
(Feito um sinuelo que aponta
E
As queixas da solidão
Que um taura em segredo conta
A
Pra uma gaita de botão) 2x
[Final] A E A