Plantei sem saber onde a terra ainda arde
Ergui paredes com palavras que ninguém usou ouvir
Fui sombra de quem não sabia se o Sol se escondia ou voltava
E no fim me vi como um espelho
Refletindo o que nunca aprendi a definir
Não preciso de chamas pra saber onde o fogo mora
Nem de promessas que se desfazem com a maré
Eu sou areia que resiste e o vento que molda
E me reconstruo cada vez que a verdade me abandona e volta
Não preciso ser uma ilusão que se veste de certeza
Nem qualquer gemido sufocado dentro de um quarto
Nem o silêncio que grita no meio da sala
Me deixa, me deixa
Já fui ventaria sem direção
Hoje sou brisa que decide onde toca
Já fui naufrágio mas aprendi a nadar no próprio caos
Não carrego culpa, carrego história
E que história, pra uma nova história
Me deixa, me deixa
Beijos que vinham sem perguntas
Partiam sem aviso
Corpos quentes, corações frios demais
Promessas no escuro, silêncio na manhã
Não há nada pior do que ser metade de um cais
Eu quero fogo, quero pele, quero alma
Mas no espelho vejo o brilho que ninguém traz
Se é pra queimar, que seja no meu próprio nome
Se é pra confiar, que seja em quem nunca me deixa pra trás
Agora entendo, não é solidão, é liberdade
Se for pra dividir, que seja um amor sem notas
Se for pra cair, que seja em braços fines
Se for pra ficar, que seja alguém que saiba que eu já me tenho
Não preciso ser uma ilusão que se veste de certeza
Nem qualquer gemido sufocado dentro de um quarto
Nem o silêncio que grita no meio da sala
Me deixa, me deixa
Já fui ventaninha sem direção
Hoje sou brisa que decide onde toca
Já fui naufrágio, mas aprendi a nadar no próprio caos
Não carrego culpa, carrego história
E que história pra uma nova história
Me deixa, me deixa
Não preciso de chamas pra saber onde o fogo mora
Nem de promessas que se desfazem com a maré
Eu sou a areia que resiste
O vento que molda e me reconstruo
Cada vez que a verdade abandona e volta
Não preciso ser uma ilusão que se veste de certeza
Nem qualquer gemido sufocado dentro de um quarto
Nem o silêncio que grita no meio da sala
Me deixa, me deixa
Já fui ventaninha sem direção
Hoje sou brisa que decide onde toca
Já fui naufrágio, mas aprendi a nadar no próprio caos
Não carrego culpa, carrego história
E que história pra uma nova história
Me deixa, me deixa
Me deixa
Me deixa