Qual é o destino de um barco
Que quer, deslocar-se como o vento
Seguindo, seguindo a noite
Seguindo, com horizontes calmos
E então a tormenta
Atormenta suas velas
A popa nada mais é
Que um presente agitado
Mesmo assim segue viagem
Colocando em ordem as estrelas
Que no céu nublado
É bússola desnorteada
Vai veleiro quebra ondas
Arrebenta o vazio
Pois no porão o coração
Prefere ver o novo dia
E a viagem continua
Com os corais e desordem na proa
E a distante, o horizonte, é mutante
E se transforma a todo instante
Mas depende da sua atenção
Ver se à praia longínqua é bela
Ou se os rochedos são solitários
E mesmo a deriva pode haver um farol
De luz, tão forte, pra iluminar a sua chegada, e o mar revolto fica pra trás
E as praias são todas calmas, com alma
Esse é o barco da vida, que vai
Que vai, que vai