Esse sou eu
Não era bem o que podias imaginar
Mas, enfim
Sou eu
A coisa se deu
De forma que não pude mais controlar
Mas, enfim
Se deu
E o dia não veio
E a noite se recusa a se iluminar
E no escuro eu não vejo
E agora cego, surdo, mudo
Só ao teu lado muda tudo
Sou matéria vulnerável
Coração batendo
Eu não sou de aço
Os meus pedaços espalhados
Pelos cantos de um lugar qualquer
Juntando, sou alguém
Que ama e que chora
Quando as coisas
Fora do lugar
Não vão muito bem
Que pede e que implora
Embora, sinta raiva, grite
E quebre tudo também
Os copos, os pratos, os quadros
Suje o quarto
Surja nu
Em meio à festa
Suba à mesa
E não te peça perdão
Não te peça perdão, não
Não te peça perdão, não
Não te peça perdão
Esse sou eu
Não era bem o que podias imaginar
Mas, enfim
Sou eu
A coisa se deu
De forma que não pude mais controlar
Mas, enfim
Se deu
E o dia não veio
E a noite se recusa a se iluminar
E no escuro eu não vejo
Agora cego, surdo, mudo
Só ao teu lado muda tudo
Sou matéria vulnerável
Coração batendo
Eu não sou de aço
Os meus pedaços espalhados
Pelos cantos de um lugar qualquer
Juntando, sou alguém
Que ama e que chora
Quando as coisas
Fora do lugar
Não vão muito bem
Que pede e que implora
Embora, sinta raiva, grite
E quebre tudo também
Os copos, os pratos
Os quadros, suje o carro
Surja nu
Em meio à festa
Suba à mesa
E não te peça perdão
Não te peça perdão, não
Não te peça perdão, não
Não te peça perdão