Héi rawê
Héi rawê
Anumáh
Anumarah’i
Flautas, marãgkás, preces ecoarás
Rezas e cantos tribais
Ho, ho, ho
Tambores envolto em tawari
Tuxauas, tuxauas, tuxauas
I-nhaã-bé
Tepi
Saaripé das mil tucandeiras
Vestem as minhas mãos
Sinto espinhos alucinando a mente, minha mente
Meus olhos viram a repleta escuridão
Da minha tez emanam os olhos e asas de gavião
Num transe lancinante, em raios e trovões
Enfrento as feras
Sopradas das eras
Bichos mutantes, rastejantes
Enfrento as feras
Sopradas das eras
Há!! Há!! Há!!
Na névoa, a bruma turva
Tatuarana de fogo é Porantim, é Porantim
Na fúria dos Anhangueras
No sopro do grande pajé
Expulsa os Urubás e Iguaretés
Waumá, Waumá Êpyhrá
Tucandeira, tucandeira
Waumá, Waumá Êpyhá
Dança o pajé no rito milenar
Wathiamã, Wathiamã
Hodierno Sateré!