Você chega feito tropa atropelando o meu peito
Com esse jeito de quem sabe o laço que deu
Tem o brilho do melaço, um perfume de alecrim
É o feitiço do cerrado que pousou perto de mim
Ô, morena, cê é doce feito caldo de cana no verão
Vem balançando o vestido, bagunçando o meu chão
Não precisa de sela, nem de freio na boca
O meu beijo te espera numa vontade louca
Tira esse chapéu, deixa o cabelo voar
Que o nosso rodeio tá pra começar
Vem cá, minha potra, meu doce pecado
Me aperta o abraço, me deixa laçado
Cê é gostosa demais, sabor de fruta do pé
Me faz de montaria, faz de mim o que quiser
No balanço desse xote, no calor do meu galpão
Eu te dou o meu carinho e as chaves do meu coração
Esse seu corpo moreno é terra que eu quero plantar
Um roçado de desejo pra gente desfrutar
Diz que o santo bateu, diz que o clima esquentou
Que o fogo da lareira foi você quem despertou
Levanta a poeira, faz o mundo girar
Que hoje eu sou o seu peão, pronto pra te amar
Me guarda no seu ninho, embaixo do seu cobertor
Que eu te mostro o caminho do verdadeiro amor
Sem medo, sem pressa, no passo do trote
Vem sentir o meu estalo, vem provar do meu chicote de carinho
Vem cá, minha potra, meu doce pecado
Me aperta o abraço, me deixa laçado