Queria ser visto sem ter que provar
Sem vestir coragem pra poder ficar
Tem dias que passam sem nada dizer
Mas doem se parecem só sobreviver
Queria errar sem virar exclusão
Cair sem sentir que perdi a razão
Voltar pra casa sem peso no peito
Sem a impressão de que nada foi feito
Não preciso vencer, não preciso chegar
Só não me sentir inútil ao tentar
Se existir for mais do que cumprir horário
Esse absurdo ainda é necessário
A vida é um nó que a gente não desfaz
É um pouco de caos e um tanto de paz
Pequenas coisas que me fazem ficar
Um café, um silêncio, um jeito de amar
Um abraço em um dia de frio
Um raio de Sol em um salão sombrio
Não é alegria, nem explicação
É só não desabar na repetição
Não é sobre o brilho, é sobre o sopro
Aguentar o peso sem virar escombro
Ainda existe algo que não se apagou
A vida é um nó que a gente não desfaz
É um pouco de caos e um tanto de paz
Pequenas coisas que me fazem ficar
Um café, um silêncio, um jeito de amar
Não precisa ser grande para ser real
Basta um motivo, um gesto casual
Se algo aqui dentro me faz insistir
É a vida pela qual vale a pena… Existir