Antes da luz, havia apenas o som
E o som era o grito da criação
Do aço e da chama nasceu a vontade
E dela, o caos tomou forma
Nas trevas moldou-se o aço
Onde o tempo jamais dormiu
Um sopro rasgou o espaço
E o fogo em carne se fundiu
Dos céus caíram faíscas
Sopradas por mãos imortais
E o caos, em sua risca
Criou destinos desiguais
Sob o martelo da vontade
Ecoam gritos ancestrais!
A alma ferve em tempestade
No metal dos imortais!
Na forja do caos, nascemos!
Entre chamas e trovões!
Erguemos o som dos deuses
Forjando o aço em canções!
Do caos, o fogo desperta!
Em brasa, a alma ferveu!
A chama é nossa espada aberta
E o mundo, o que restou do céu!
Entre cinzas ergue-se o nome
Dos que ousaram desafiar
O trovão é nosso estandarte
A guitarra, o verbo solar!
O destino é bigorna e lâmina
A dor é o preço da luz
E na forja da alma humana
Cada nota é uma cruz!
Ecoam gritos na tempestade
As cordas rasgam o ar!
No ferro há uma verdade
Queimar, é renascer no altar!
Na forja do caos, rugimos!
A chama nunca morrerá!
O fogo que hoje forjamos
Amanhã o mundo queimará!
De aço, sangue e vontade
Ergue-se a eternidade!
Pois quem domina o fogo
Jamais teme a escuridão!
Do caos renascemos!
Do fogo vivemos!
Da forja seremos, eternos!