Nasceu entre fronteiras e ventos distantes
Bem cedo aprendeu sobre a liberdade
E que na terra caminham farsantes
No coração carregam a fé na crueldade
A inocência finda no punhal
Tatuada com violência
Moldou-se a mulher leal
Sobreviveu à própria consciência
Em sua busca infinita
De bandeiras e revoluções
Na estrada em que acredita
Perdeu amores e ilusões
Soledad, Soledad
Entre amor e tempestade
Soledad, Soledad
Sobrevive tua verdade
Soledad, Soledad
Tua força vive na eternidade
O homem em seu caminho
Voz serena e jeito de abrigo
Apaixonada fez seu ninho
No mesmo leito do perigo
Entre beijos e sórdida traição
No seu ventre, um coração batia
O seu amor em delação
Ao monstro lhe entregaria
Na noite quente de verão
Na Chácara de São Bento
Sem julgamento ou perdão
A morte foi mandamento
Soledad, Soledad
Traição e maldade
Soledad, Soledad
Ninguém teve piedade
Soledad, Soledad
Teu nome é liberdade