O xerife limpou a cidade, não sobrava um fora-da-lei
Tinha a estrela no peito e a força de quem já foi rei
Encarou o deserto, a sede e o bando do Cão
Mas tremeu o joelho ao ver um vestido no chão
O revólver de prata, que nunca falhou no duelo
Caiu da cintura, virou um brinquedo de gelo
Pois a moça de laço, com cheiro de flor do cerrado
Prendeu o valente num nó que não foi desatado
É o gemido da bota que encontra o tapete da sala
Onde o grito de guerra se cala e o carinho se instala
Pode ser o herói, o bandido ou o dono do gado
Todo touro bravio morre manso no pasto cercado
Não é dor de espinho, nem tiro que faz o roncado
É o gemer de prazer de um gigante que foi derrotado!
Billy the Kid era rápido, sombra no meio da noite
Mas se rendeu ao perfume, sem precisar de chicote
O capitão do vapor, que vencia a correnteza
Ancorou o destino nos olhos de uma beleza
Dizem que a história é contada por homens de aço
Mas quem escreve a tinta é o calor de um abraço
Se o mundo girou e o Velho Oeste venceu a procela
Foi porque cada rastro levava à janela de uma donzela
Nem o Sol do Texas queima tanto quanto esse olhar
Nem o ouro das minas vale o tempo de se entregar
O esporão silenciou, o cavalo parou na porteira
A lenda se curva diante da saia fustão e da cabeleira!
É o gemido da bota que encontra o tapete da sala
Onde o grito de guerra se cala e o carinho se instala
Pode ser o herói, o bandido ou o dono do gado
Todo touro bravio morre manso no pasto cercado
Não é dor de espinho, nem tiro que faz o roncado
É o gemer de prazer de um gigante que foi derrotado!
É, parceiro
Até o coiote uiva mais baixo quando a Lua é bonita
O poder é delas
O resto?
O resto é só poeira no vento