Sou mariposa das noites compridas
Sim, porquê negar?
Não passo de um farrapo humano
Que vive de mesa em mesa de bar
Bebo aqui, bebo ali
Um trago para matar a saudade
De quem tudo teve
Amor, joias e dinheiro
Hoje eu luto, luto para me libertar
Deste infame cativeiro
Mariposa, figura noturna da mesa de bar
Bebendo whisky, fumando cigarro
Não pensa na vida pra não chorar
Mariposa, assim quem te ver
Não te quer
Não sabes que sendo mulher e como mulher
Nasceste para amar
Mariposa, quem não conhece o teu passado
Procura difamar teu modo de viver
Mariposa das noites compridas
Só conheces na vida o verbo Sofrer
Mariposa, quem não conhece o teu passado
Procura difamar teu modo de viver
Mariposa das noites compridas
Só conheces na vida o verbo Sofrer