Um dos filhos disse ao pai
Eu quero a minha parte da fazenda
Quero viver a vida que eu sonhei, tô sufocado, quero distrair
O pai lhe disse: Filho, fique aqui, aqui tens tudo, tens o meu amor
Não adianta, pai, vou me mandar, vou ajuntar as coisas e partir
E partiu para uma terra longe e agora só quer diversão
Ali gastou o seu dinheiro, começou a mendigar o pão
Logo veio uma crise intensa e assolou aquela região
Então saiu pra procurar emprego, alguma coisa pra ganhar o pão
Mas quando achou foi pra cuidar de porcos, comer bolotas soltas pelo chão
Sentia o peso de sua escolha, sua angústia, sua solidão
Quantos empregados lá na casa de meu pai
Estão vivendo em rica abundância, e eu aqui comendo pelo chão
Irei a ele: Pai, me perdoa, sei que errei e vim me humilhar
Já não sou digno de ser teu filho, me perdoa, eu quero trabalhar
Quando ele ainda vinha longe, o pai correu e logo lhe abraçou
O filho disse: Pai, eu não mereço, o pai, sorrindo, logo lhe beijou
Não entendendo, o filho mais velho ao pai correu e logo indagou
Esse teu filho não merece isso, te abandonou, te envergonhou
E o pai, feliz, disse pro outro filho
Eu te amo desde que nasceu
Comemoremos, pois o seu irmão estava morto e agora reviveu
Jesus espera por nós, filhos pródigos, nova terra quer nos abraçar
Volte pra casa, filho querido
Não deixe muito tempo eu esperar